18 de ago de 2011

Sérgio Vaz: Literatura, pão e poesia

A periferia nunca esteve tão violenta, pelas manhãs é comum ver, nos ônibus, homens e mulheres segurando armas de até 400 páginas. Jovens traficando contos, adultos, romances. Os mais desesperados, cheirando crônicas sem parar. Outro dia um cara enrolou um soneto bem na frente da minha filha. Dei-lhe um acróstico bem forte na cara. Ficou a rima quebrada por uma semana.
A criançada está muito louca de história infantil. Umas já estão tão viciadas, que, apesar de tudo e de todos, querem ir para as universidades. Viu, quem mandou esconder ela da gente, agora a gente quer tudo de uma vez.

Trecho de artigo do poeta e fundador da Cooperifa na revista Caros Amigos de agosto de 2011.
Vale a pena ler o artigo inteiro, vá comprar a revista!

W.

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