2 de mai de 2010

A estrada, Alice, Livro de Eli, novo Woody Allen...

... e eu vou escrever sobre Homem de Ferro 2?

Pois é, apesar de já ter assistido "O livro de Eli" há duas semanas e estar lendo o maravilhoso livro do Cormac McCarthy que deu origem ao filme "A estrada". E estar na expectativa de assistir ao último Woody Allen, me vejo obrigado a falar desse blockbuster depois de assisti-lo junto do meu sobrinho de 7 anos (em tese, o filme é permitido para crianças a partir de 12, mas é tão infantil que crianças de até 5 anos podem assisti-lo sob esse ponto de vista).

É fato que esses filmes de ação na atualidade afetam os sentidos e deixam pessoas tontas como eu mais tontas com tanto barulho e tanto corte de cena, mas gosto disto como gosto das cenas longas filmadas nos melhores filmes de um Clint Eastwood ou da introspecção e desespero de um "O escafandro e a borboleta". Como em muitas coisas, passeio pelo que é requintado ou popular.

Infelizmente, para alguns, digo que algumas cenas do Tony Stark, o tal Iron Man, me fizeram lembrar o modo como se comportam certos líderes religiosos. Como eles, ele diz que salvou o mundo, como muitos acham que salvam seus seguidores. Como ele, dizem para matar para salvar. Como eles, diz que privatizou a paz mundial... opa... deixei escapar um faísca contrária à privatização e capitalização do ser humano em voga... E quando os tais líderes não dizem que salvam, dizem que suas instituições salvam!

Vejam, é possível tirar algo do vazio. Logo, é possível, mudar a situação desses infeliz país, onde leis exdrúxulas são criadas, e ainda bem que não seguidas, entrentato acontece que as poucas leis corretas são totalmente desreipeitadas, e onde o povo está amortizado, vivendo como párias e sanguessugas uns dos outros, sem lutar pelos seus direitos e sem levantar um dedo contra as atrocidades diárias feitas a seus irmãos de nação.

Em luta, por um país sério em todas as camadas da vida, um abraço aos parcos leitores.

William

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