19 de jul de 2011

Mais crack

Em mais uma ida, desta vez involuntária até a padaria mais próxima, para as ruas acometidas pela presença de usuários de crack notei o de sempre: a Polícia Militar e Guarda Civil tocando as pessoas de um lado para o outro como se fossem galinha no galinheiro ou gado no pasto.
Entretanto, o clima nas ruas Guaianazes, Timbirás, Vitória, Aurora, Praça Júlio Mesquita, pertinho da avenida São João, estava diferente.
Ao invés de estarem abobalhados como de costume, os usuários estavam irritados:
Um deles passou ao meu lado enfiando um punhal brilhante no cinto.
Outro passou correndo falando palavrões.
Mais três passaram tropeçando olhando-me com olhares lúgubres.
Depois de tentar ampliar o caminho de volta como sempre faço, admito que senti certo medo e pânico e voltei para a São João rapidinho deixando para trás aquele ambiente de guerra sem bombas.
Engraçado é que ontem à noite quase me enganavam!
Assisti ao filme The Fighter (O Lutador) onde o Christian Batman Bale fez o papel de um ex-lutador viciado em crack. No filme, o viciado em crack é um tanto inofensivo e até divertido, o mesmo acontecendo com seus amigos viciados.
Vi que era algo totalmente diferente da realidade vivente nas áreas pobres onde o crack domina almas, mentes e corpos e em alguns momentos tornam os usuários de drogas bastante violentos.

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